terça-feira, 17 de junho de 2008

Receita Medieval



Depois de assado um coelho (tinham por tradição assar as carnes todas em fogueiras por vezes demasiado flamejantes), pica-se a cebola muito miudinha que irá refogar com manteiga. Depois de refogada (feito tipo estrugido) deita-se um pouco de vinagre, cravo e açafrão , pimenta e gengibre.Corta-se o coelho aos bocados e deita-se dentro deste refogado e deixa-se ferver durante uns minutos. Como o coelho já está previamente assado serve apenas para que torne a aquecer e ganhe o sabor do refogado com as especiarias.Num prato coloca-se pão às fatias por cima das quais se deitará o coelho com o molho que resultou do refogado; evidentemente.

Sopa de letras


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Desta vez só te damos o número de palavras que tens que encontrar. Envia-nos para a caixa de comentários as soluções.... bem...podemos adiantar que são dezoito as palavras que poderás encontrar! Ou serão dezanove!!!!

Curiosidades II




Sabias que nos tempos de carestia procurava-se fazer pão até com cortiça de árvores, palha, qualquer coisa em suma que podia transformar-se numa espécie de farinha?


E que naIdade Média o povo adorava perfumes e sabores um pouco como nos dias actuais, a grande diferença eram as combinações diferentes como azedo-doce, doce-salgada, doce-picante etc., ????


No século XIV com a chegada dos primeiros livros de receitas, as famílias nobres começaram a criar combinações mais lógicas e digeríveis.

Curiosidades



Nos conventos usavam muitas frutas e legumes em refeições muito simples. Do século VII, VIII e IX a comida melhorou incluindo ovos recheados, massas, carne e peixe.
As Cruzadas, entre os séculos XI e XIII, permitiram aos europeus entrar em contacto com os produtos do Oriente: trigo – sarraceno, canela, anis, cominho, gengibre, noz – moscada, açafrão, cebolinha e ameixa.
Estes novos ingredientes possibilitaram o desenvolvimento da salsicharia e das técnicas de preparação de vinagre, mostarda e molhos diferentes.

sábado, 14 de junho de 2008

SOPA DE LETRAS


20 palavras sobre a Idade média
○ Abóboras ○ Alho ○ Caça ○ Caldo ○ Carne moída ○ Castanhas
○ Cebolas ○ Couves ○ Feiras medievais ○ Fumados
○ Guerreiros ○ Leite
○ Ovos ○ Pão ○ Povo ○ Rainhas ○ Reino ○ Reis ○ Sal ○ Toucinho

A comida dos monges

A ideia da privação da comida, um regime alimentar absolutamente essencial e vigiado, está na base da concepção de vida religiosa dos tempos medievais.
Se a abundância de comida é símbolo de poder das armas, o jejum torna-se sinónimo de espiritualidade e misticismo.
Na cultura medieval, o corpo impede a elevação para Deus, segurando os homens aos desejos e pulsões que mortificavam as almas. A carne era o primeiro alimento que precisava ser afastado, porque interpretava melhor a força e a potencia dos guerreiros e, consequentemente, das guerras.
Comer para os monges significava um momento de colectividade, momentos que podiam disfrutar uma vez por dia, duas vezes nos dias festivos. O almoço, rigorosamente ao meio-dia, previa legumes e sopa de verduras, mais um terceiro prato, um rodízio em dias alternados composto de ovos, peixes, queijos e verduras.
Nos dias festivos as refeições eram duas, visto que o trabalho era maior. Vinho e pão nunca faltavam. A janta, bem simples, era baseada nos restos do almoço junto à fruta da época. De qualquer forma a carne, afastada desde o século X e substituída por peixe, ovos, legumes e queijos, tende a comparecer na metade do século seguinte, quando a presença de aristocratas entre os religiosos é mais forte.
Nos numerosos dias de festas do século XI, a carne, especialmente de porco, é presente nas refeições dos conventos e cozinhada de várias maneiras.
Após 1100 os trabalhos religiosos começaram a multiplicar-se com o aumento das áreas de terrenos que se encontravam a cargo das ordens. Isto levou o monge a afastar-se da frugalidade das refeições, dando espaço à abundância e grande variedade de comida. As cozinhas, cada vez maiores, eram um lugar de prosperidade, de felicidade e de prazer.
6º A

A comida dos poderosos




Uma das representações típicas da sociedade senhoril medieval era o momento do banquete.
Na mesa cheia de comida, diversas qualidades de carnes assadas significavam a refeição preferida dos nobres e dos potentes que julgavam uma autêntica fraqueza a abstenção voluntária, sinal de humilhação e de perda do próprio valor social: um pouco como a obrigação de depor as armas com conseguinte perda da identidade.
Carlos Magno era ao que parece, um enorme consumidor diário de assados de tal forma que, quando em idade avançada sofria de gota.
Os banquetes eram organizados com carnes brancas ou vermelhas ( galinhas, frangos, capões, gansos, perus, porcos, bezerros ), grande preferência tinha a caça como faisões, patos, veados e javalis, e acompanhamentos de pães brancos, ovos cozidos e queijos variados.
As verduras e os legumes eram colocados marginalmente nas mesas dos ricos, de facto os médicos não aconselhavam muito estas pobres refeições, consideradas na época pouco digeríveis para os estômagos dos poderosos.
O mel, único adoçante conhecido, era consumido à vontade. As especiarias, raras e caras, tais como a noz moscada, a canela, o cravo e a pimenta do reino, tinham uma presença importante na casa dos nobres.

A comida dos camponeses



É após o ano 1000 que a procura de comida se torna mais complicada, a diminuição das áreas destinadas às plantações, o aumento das área destinadas às reservas de pasto, de caça ou de pesca, torna a vida dos trabalhadores da terra cada vez mais dura. A carne, sempre mais valiosa e escassa, é considerada sinónimo de prosperidade e abundância.
Os poucos animais domésticos são considerados essenciais para desenvolver o trabalho nos campos e não carne para comer.
Aumenta por isso o consumo de cereais como o centeio e o trigo sarraceno utilizados para preparação de pães. O pão de cevada, de centeio, de castanha está presente em todas as refeições. Em muitos casos a cor do pão indica a pertença de uma precisa faixa social, ou de uma determinada área geográfica.
O vinho segundo a tradição greco-romana é um alimento difundido também nas classes mais pobres: é nutriente, doa alegria, pode ser utilizado como anestésico, todos bons motivos para o favorecimento do consumo por parte dos ricos. A mesa de quem vivia dos produtos da terra previa também a presença de verduras e legumes. Couve, abóboras, cebolas, espinafres eram óptimos quando preparados em sopas e acompanhados com grão de bico, favas, lentilhas.
Neste período, os legumes ricos em proteínas, fáceis de conservar, muitas vezes substituiam a carne na alimentação.
As “carnes brancas” , frangos, galinhas, alguns coelhos, eram destinadas apenas para os dias de festa e representavam a única variante mais substancial para os trabalhadores da agricultura.
As ervas aromáticas, já bastante conhecidas, como o timo, o alecrim e o manjericão, junto ao azeite de oliveira enriqueciam essas simples refeições que estavam na base da alimentação camponesa.

A Alimentação

Falar de alimentação na Idade Media significa enfrentar um aspecto fundamental da sociedade do período, onde a curtas fases de abundância, se seguiam grandes períodos de carência.A grande insegurança, precariedade e medo que cerca esta fase histórica, cria uma atitude muito particular em relação à comida. De facto ela torna-se um verdadeiro indicador do estatuto das pessoas: quem come tem poder.
Este é um trabalho que tem como objectivo dar a conhecer um pouco desta realidade. Foi também o tema aglutinador para a disciplina de Área-Projecto do 6ºA, por ocasião da primeira Feira Medieval que se vai realizar com o Alto Patrocínio da nossa Escola em estreita colaboração com a Autarquia de Santa Comba Dão. Poderão existir algumas imprecisões, alguma falta de aspas.... enfim... vão dizendo alguma coisa!!!!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2008