sábado, 14 de junho de 2008

A comida dos camponeses



É após o ano 1000 que a procura de comida se torna mais complicada, a diminuição das áreas destinadas às plantações, o aumento das área destinadas às reservas de pasto, de caça ou de pesca, torna a vida dos trabalhadores da terra cada vez mais dura. A carne, sempre mais valiosa e escassa, é considerada sinónimo de prosperidade e abundância.
Os poucos animais domésticos são considerados essenciais para desenvolver o trabalho nos campos e não carne para comer.
Aumenta por isso o consumo de cereais como o centeio e o trigo sarraceno utilizados para preparação de pães. O pão de cevada, de centeio, de castanha está presente em todas as refeições. Em muitos casos a cor do pão indica a pertença de uma precisa faixa social, ou de uma determinada área geográfica.
O vinho segundo a tradição greco-romana é um alimento difundido também nas classes mais pobres: é nutriente, doa alegria, pode ser utilizado como anestésico, todos bons motivos para o favorecimento do consumo por parte dos ricos. A mesa de quem vivia dos produtos da terra previa também a presença de verduras e legumes. Couve, abóboras, cebolas, espinafres eram óptimos quando preparados em sopas e acompanhados com grão de bico, favas, lentilhas.
Neste período, os legumes ricos em proteínas, fáceis de conservar, muitas vezes substituiam a carne na alimentação.
As “carnes brancas” , frangos, galinhas, alguns coelhos, eram destinadas apenas para os dias de festa e representavam a única variante mais substancial para os trabalhadores da agricultura.
As ervas aromáticas, já bastante conhecidas, como o timo, o alecrim e o manjericão, junto ao azeite de oliveira enriqueciam essas simples refeições que estavam na base da alimentação camponesa.

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