
Uma das representações típicas da sociedade senhoril medieval era o momento do banquete.
Na mesa cheia de comida, diversas qualidades de carnes assadas significavam a refeição preferida dos nobres e dos potentes que julgavam uma autêntica fraqueza a abstenção voluntária, sinal de humilhação e de perda do próprio valor social: um pouco como a obrigação de depor as armas com conseguinte perda da identidade.
Carlos Magno era ao que parece, um enorme consumidor diário de assados de tal forma que, quando em idade avançada sofria de gota.
Os banquetes eram organizados com carnes brancas ou vermelhas ( galinhas, frangos, capões, gansos, perus, porcos, bezerros ), grande preferência tinha a caça como faisões, patos, veados e javalis, e acompanhamentos de pães brancos, ovos cozidos e queijos variados.
As verduras e os legumes eram colocados marginalmente nas mesas dos ricos, de facto os médicos não aconselhavam muito estas pobres refeições, consideradas na época pouco digeríveis para os estômagos dos poderosos.
O mel, único adoçante conhecido, era consumido à vontade. As especiarias, raras e caras, tais como a noz moscada, a canela, o cravo e a pimenta do reino, tinham uma presença importante na casa dos nobres.
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